Blocos Afro do Salvador

O Carnaval de Salvador é uma das festas mais populares do mundo, reunindo milhares de pessoas todos os anos. Dentre os vários blocos que desfilam pela cidade, estão os blocos afro, que com suas músicas, ritmos e trajes, representam a cultura afro-brasileira e promovem a valorização da identidade negra no Brasil.

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Dentre os principais blocos afro do Carnaval de Salvador, estão: Ilê Aiyê, Olodum, Malê Debalê, Muzenza e Filhos de Gandhy.

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Os blocos afro surgiram na Bahia nos anos 1970 como uma forma de resposta ao racismo estrutural e à marginalização da população negra no carnaval. Os blocos foram inspirados em movimentos que valorizam a negritude e reforçam a cultura africana, misturando diversos ritmos como axé e samba-reggae, criando assim uma identidade única que marcou a cultura baiana, e do carnaval brasileiro.

Além de desfilarem durante o carnaval, os blocos afro também cumprem um papel importante na sociedade, já que promovem a valorização da cultura negra e o fortalecimento da identidade afro-brasileira. Muitos blocos possuem projetos sociais que têm como alvo crianças e adolescentes, como a Escola Olodum e a Creche do Malê Debalê. No entanto, apesar de serem conhecidos e desempenharem um papel importante na formação dos jovens, os blocos encontram dificuldades em manter os projetos sociais devido à falta de apoio financeiro, já que a maioria dos recursos são destinados a projetos na região sudeste do país.

Olodum: história e tradição

Fundado em 1979, o Olodum é um dos principais blocos do Carnaval de Salvador, e um dos mais conhecidos no país. O bloco utiliza o ritmo samba-reggae em suas músicas, influenciando a música brasileira e internacional.

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O Olodum ganhou notoriedade mundial ao participar da gravação do videoclipe “They Don’t Care About Us”, do Michael Jackson em 1996, e por suas colaborações com o cantor, compositor e músico norte-americano, Paul Simon.

Ilê Aiyê e a resistência feminina negra

Criado em 1974, Ilê Aiyê tem relevância no Carnaval de Salvador por ser o primeiro bloco afro do Brasil, fundado durante o período da ditadura militar. Com uma estética marcante e músicas que exaltam a ancestralidade africana, o bloco já foi premiado em reconhecimento cultural e é um dos principais pilares do movimento negro na Bahia. O bloco possui o Instituto da Mulher Negra Mãe Hilda Jitolu, uma organização feminista negra que luta para garantir a acessibilidade de direitos para meninas e mulheres cis e transexuais negras.

Com sua fundação em 1981, o Muzenza surgiu na Bahia como um tributo ao cantor Bob Marley. O bloco traz em suas músicas uma mensagem libertária que mistura o reggae com a percussão, extraindo elementos do swing afro-baiano e do reggae jamaicano. O Muzenza é conhecido nacional e internacionalmente e já teve suas músicas gravadas por cantores famosos, como Daniela Mercury (“Swing da cor”), Margareth Menezes (“Povo vem ver”), Carlinhos Brown (“Rumpillé”), Gilberto Gil e Gal Costa (“Brilho e beleza”). Assim como os outros blocos, o Muzenza também desenvolve trabalhos sociais em parceria com o Projeto Axé, a Fundação da Criança e do Adolescente da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (FUNDAC/SETRE) e a Universidade do Estado da Bahia (UNEB).

Filhos de Gandhy

Criado em 1949, Filhos de Gandhy é um dos blocos mais tradicionais do Brasil. Inspirado nos princípios da não violência e paz de Mahatma Gandhi, o bloco é constituído exclusivamente por homens e mantém a tradição da religião africana com músicas de ijexá na língua Iorubá. Os integrantes são conhecidos por usarem turbantes brancos na cabeça, simbolizando as vestes indianas. O bloco Filhos de Gandhy já foi homenageado em diversas premiações culturais e é um dos maiores símbolos da mistura entre doutrinas religiosas e da cultura afro-brasileira no Carnaval de Salvador.

Malê Debalê

Surgido em 1979 em homenagem aos povos que vieram escravizados para o Brasil e que realizaram a Revolta dos Malês, o Malê Debalê é considerado um dos maiores blocos afro do mundo, famoso por suas coreografias elaboradas, as fantasias coloridas e as músicas com impacto cultural. Sua sede fica em Itapuã, o bairro mais musical de Salvador, e todos os anos promove eventos culturais como o Festival de Música Malê e o Concurso Negro e Negra do Malê.

Os blocos afro citados acima já receberam prêmios de relevância no cenário musical e cultural, se destancando entre eles:

O bloco Olodum foi vencedor nas categorias “Melhor Música”, “Cantora Revelação”, “Melhor Cantor Afro” e “Melhor Bloco Afro”. Já o bloco Ilê Aiyê foi vencedor nas categorias “Melhor Bloco Afro”.

Filhos de Gandhy, por sua vez, foi vencedor nas categorias “Melhor Bloco Afro e Afroxé” e “Melhor Bloco Afroxé”, enquanto Malê Debalê foi vencedor na categoria “Melhor Fantasia e Bloco Afro”.

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Cantor Gilberto Gil com com o abadá do Filhos de Gandhy.

Olodum

“Faraó”, Carnaval 1987: Um dos maiores sucessos do Olodum, a música fala sobre ancestralidade africana e se tornou um hino do bloco até os dias atuais.

Ilê Aiyê

“Swing da Cor”, Carnaval 1988: Uma das músicas mais famosas, mesmo para quem não é de Salvador, foi gravada por Daniela Mercury e se tornou um clássico baiano.

Muzenza

“A Terra Tremeu”, Carnaval 2004: Uma das músicas mais famosas do bloco, destaca o orgulho da identidade negra.

Filhos de Gandhy

“Canto para Oxalá”, Carnaval 1996: Música que homenageia Oxalá, orixá associado à paz e sabedoria.

Malê Debalê

“Malês, a Insurreição”, Carnaval 2019: A música fala sobre a Revolta dos Malês, que ocorreu em Salvador em 1835.

Informações importantes

O que são blocos afro e qual a sua importância no Carnaval?

Os blocos afro são grupos carnavalescos originados na Bahia na década de 1970, que têm como objetivo principal exaltar a cultura afro-brasileira, combater o racismo e promover a valorização da cultura negra.

Como a música dos blocos afro influenciou a música brasileira?

Os blocos afro tiveram e ainda têm um impacto significativo na música brasileira, principalmente ao criar o gênero samba-reggae, que mescla os elementos do reggae jamaicano com a percussão afro-brasileira.

Qual a diferença entre os blocos afro e os blocos carnavalescos?

Os blocos afro se diferenciam dos demais blocos carnavalescos pois possuem uma forte conexão com a cultura africana, tanto nas músicas quanto na vestimenta, e são fortemente inspirados nas religiões de matriz africana.

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